te escrever não é tão fácil quanto parece, não quando não há palavras pra descrever tudo isso que nós fomos. aliás, nós fomos algo? ou foi um passa-tempo para ambas as partes? um tapa buraco, um remendo qualquer enquanto as coisas não melhoravam, enquanto o barco se afundava e tentávamos desesperadamente nos salvar agarrando uma a outra.   

hoje o meu mar estava vermelho e o meu céu um tanto quanto cinza e eu gostaria que você estivesse aqui para poder observar junto comigo. você sabe que você está em tudo e ao mesmo tempo não está em nada, abstração, pura abstração, baby.

talvez eu te conheça muito mais do que seus outros amores baratos e sujos e talvez eu não te conheça nada.

ocorre um conflito dentro de mim quando o assunto é você e agora descubro que sempre houve esse caos que carrega o teu nome e eu nunca consegui me libertar dessas algemas invisíveis que enlaçam os meus pulsos.

escrevo sem seguir normas gramaticais, concordância ou algo do tipo, pois a minha escrita se iguala ao que eu sinto, ao que um dia nós ousamos sentir. você não irá entender, ninguém vai entender, muito menos eu.  

(via encantais)

Nosso amor não foi sua culpa, darling.

a verdade é que eu tinha três alternativas para minha vida:

eu poderia parar e esperar que um deus invisível e instável me apresentasse um milagre dos céus para transformar minha existência em algo cinematográfico.
eu poderia sentar na minha cama e aniquilar os últimos resquícios de equilíbrio mental e me entregar de vez à solidão do quarto vazio e nostálgico.
ou, por fim, eu poderia levantar daquela porra de sofá e fazer uma loucura. Foi então que peguei o telefone e disse que te amava.

(via encantais)

serás o meu amor, serás, amor, a minha paz. 

serás o meu amor, serás, amor, a minha paz. 

(via cool--cool)

“Seria apenas mais uma história, se não tivesse tocado a alma.”
Caio Fernando Abreu.

(via cool--cool)

Saudade esmaga meus órgãos, as vezes me falta até o ar.

(via encantais)

“Atraía-me seus olhos, sua voz, sua cintura, sua boca, suas mãos, seu riso, sua timidez, sua confiança, sua ternura, seus suspiros, sua pele. Mas nenhum desses traços bastava para me atrair totalmente. Cada detalhe se apoiava em outro. Atraía-me como um todo, como uma soma insubstituível de detalhes.”
— Marcos, Labirintos da Existência.

(via onomastica)

“A vida é uma coisa tão delicada e frágil que me assusta um pouco. Não sou muito de chorar, mas as vezes me dá vontade de deitar no chão e chorar o dia inteiro, não é tristeza, é algo que não sei nomear, você está sentado ouvindo uma música, ou assistindo ao jornal e então tem uma vontade louca de chorar, é estranho, mas acho que isso me faz sentir viva, me faz sentir parte do mundo, porque todos choram sem motivo as vezes, faz com que eu me sinta sensível e acho que isso é bom. Não que eu chore sempre que me vem essa vontade descabida, mas só de sentir essa necessidade de chorar me sinto uma pessoa melhor, é como se por alguns segundos eu fizesse parte da humanidade.
Ana Carolina, Lisbelices”

(via onomastica)